Acordam-me às 5 da manhã.
Acordo-o às 5 da manhã.
Um ente criativo e insistente avisa-me que há muito a fazer. O outro reclama, diz que está cansado e precisa dormir.
Fecho os olhos e me cubro, obrigando várias vozes a se calarem, mas o sono me foge.
Alguém mais criativo abriu as asas, voou dali, e, por mais que me esforce a desligar, os caminhos percorridos são tão mais chamativos que me mantém ligado.
De repente um grito.
Levanto-me da cama assustado e tapo a boca.
Tarde demais.
Um sorriso de satisfação.
Já levantei.
A mudança na ação passa o comando do barco dos possíveis para outro marinheiro, que, de outro, passa a ser um: EU.
Os olhos inchados de quem dormia nem combinam com o olhar brilhante e criativo que conquista seu espaço, mas o rosto todo vai ganhando outra forma enquanto a mesma fôrma se adapta ao outro de mim.
Vários eus atravessam-me o tempo todo, mas um se materializa, se impõe rei.

Vi, que orgulho de ti...
ResponderExcluirVc vai brilhar na fenomenologia meu amigo... é um caminho sem volta, que me parece, vc já encontrou...