E ela passava os seus dias reparando nas incoerências que insistiam em surgir. Não entendia como o pai envelhecia tanto de um dia para o outro, como as árvores ganhavam flores rapidamente ou o porquê da mãe sempre chorar quando vinha lhe dar o beijo de boa noite. Mas preferia não perguntar, deixava para amanhã junto com tantos planos que fizera naquele dia.
O choro da mãe aumentava ao pensar que, enquanto dormia, a filha apagava toda a memória recente, devido a um acidente cerebral. Mas o mais triste era vê-la fazer do único dia de sua vida uma total espera do amanhã que não viria.
Essas aulas de fenomenologia viu...

