terça-feira, 3 de maio de 2011

Vá... mas volte

O que eu faço para entender esse amor que jaz em mim
que nunca se despede, mas também não dá seu sim
Mostra-se presente cada vez que digo “fim”,
mas não aceita o re-começo

Como fugir do sentimento destrutivo
de te matar todos os dias e não sentir nenhum alívio
Querer ressuscitar-te e estar ali contigo
para depois te matar de novo num grito decidido,
que nada decidiu,
Tampouco se viu
longe do seu abrigo

Vivo na mesma roda dia após dia
fazendo a mesma coisa que já não tem mais valia
sofrendo a mesma dor de te amar e te expulsar da minha poesia

Quando eu grito "volta" é por muito te querer
Em seguida peço "vai" que eu preciso te esquecer
e quando bate a porta não entendo o porquê
te quero de volta antes do escurecer
A casa em silêncio grita por eu e você
eu preciso ficar sem
a companhia do meu bem
mas não consigo te perder...

E eu te peço que vá
mas fico a esperar
que você um dia 
volte...