O seu altar continua lindo, no mesmo lugar, onde outrora, prestei adorações.
Ainda és santo e imaculado, protegido pelas vestes douradas que te vesti,
Seu poder está intacto e seus milagres, que me deixaram mais bonito, são lembranças boas de um fiel que não mais crê.
Levantei-me do seu templo, virei de costas para a sua sagrada face e me afastei da sua luz
Para quê?
Para iluminar novos caminhos, meus caminhos...
Achei a porta da rua e saí desvairado sentindo tudo que era meu
E o que jurei ser só seu, só fez sentido em mim
Encontrei-me na delícia da imperfeição que sou e não pedi misericórdia
Quando me percebi humano, já era dono de mim...
de um novo querer...
de um novo existir...
Quanto a você, nem te blasfemei e nem se ouvirá heresias da minha boca
Pelo contrário, ainda estarás nas minhas orações
Mas é preciso seguir meus próprios passos...
Fazer os meus milagres...
É preciso continuar a viver.
(Para alguém que não despencou do lugar que eu coloquei... só foi preciso "pró seguir")
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